Vá, não me julguem. Eu nem sou de mariquices nas despedidas. Estava triste, claro, por deixar a família estes meses, mas entusiasmada por mim, porque acho que é uma experiência enriquecedora.
O voo correu lindamente há que dizê-lo, chegar a Mannheim propriamente é que já foi aventura que eu dispensava. Paga uma pessoa 26€ por uma viagem de 30 minutos (sim, leram bem) e direito a estar sentada nem pensar e revisores a verificar o bilhete nem pensar também. Saída do comboio com a dificuldade habitual, dado que carrego uma mala que pesa aproximadamente o mesmo que eu. Fomos, então, esperar por um autocarro que nos levasse à residência. A estação de comboios é a um passo da faculdade e pensei que a residência de autocarro não fosse longe. Pois a mim pareceu-me que tinha ido até Berlim (bem lá no cimo da Alemanha). Talvez a ilusão se desse ao cansaço, horas dormidas na noite anterior tinham sido nulas por escolha e agora sofria as consequências. Chegados à residência não haviam indicação nenhuma para onde ir, depois de mais umas voltas que eu fiz de língua traçada, lá demos com a Hause 43. E aqui estou eu. Num quarto com um bicho morto debaixo da secretária. Um quarto que divide wc e cozinha com mais 5 quartos. Adivinharam... não estou a saltar de felicidade! Tive de limpar o quarto, a cozinha já desisti, porque seria tarefa para o semestre inteiro. Então aqui ando, entre vizinhos rapazes que ainda não percebi se são boa gente ou uma dor de cabeça. Há um que arruma, mas põe música aos altos berros. Há outro que não faz barulho, mas já invadiu privacidade. E ouve-se o rumor de que há mais alguém... Ahh e a porta do armário da cozinha que me pertence resolver não abrir com a chave, abriu durante a tarde, mas agora fez greve!
Pois, estou com humor de cão, as primeiras saudades da família (para mim as piores) e isto ainda não começou a animar. A faculdade só começa daqui a uma semana e até lá é uma ansiedade por aparecer algo que anime, que avive! Amanhã é outro dia, já diziam os alemães.
PS - Amanhã o post vem acompanhado de fotografias, só falar, falar não tem piada
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