Desculpem a demora, amigos/as. Não é por mal, mas uma pessoa aqui tem de ser dona de casa... tratar de comida, roupa, limpeza do quarto. E em cima disso ainda tenho a faculdade. Vá, isto não é nada demais. O meu problema mesmo é a procrastinação, mas isto muda, não se preocupem! "E novidades?". Bem, Sexta-feira passada havia aqui um festival de vinho numa terra vizinha. Segundo a internet, é mesmo o maior festival de vinho do mundo. Aquilo tinha muita coisas, muitas barraquinhas com comida, com bijuterias, mas parecia, sobretudo, um parque de diversões. Havia vinho, claro, mas tinha que se ir pedir às tendas... não havia assim nada exposto, pelo que achei que para festival de vinho, podia ser melhor! Arrancámos daqui às 19h numa espécie de eléctrico que demorou 1h a lá chegar. E foi uma hora a penar, de pé, porque aquilo estava mais cheio que o metro de Lisboa às 7h da manhã. Fui eu, os polacos e a Maria, uma das raparigas portuguesas. O resto dos portugueses foram lá ter mais tarde. Infelizmente, não tive oportunidade para tirar fotografias pelo que vos deixo aqui com algumas retiradas do Google, mas que retratam bem o que andei vendo:





Foi giro, é verdade. Mas assim, de repente, a minha feira da Cuba é melhor!
O fim-de-semana foi de descanso, até porque o tempo aqui tem estado tudo menos apelativo. Domingo, o Olek diz-me que mais três polacos vêm cá a casa para eles terem um pequeno convívio. Até aí tudo bem. O problema é que eu esqueci-me como é que os polacos "convivem". E agora não eram só dois, eram cinco e estavam cá para fazer mossa. Eu preferi não fazer parte da festa, não só porque tinha coisas a tratar e pessoas com quem falar, mas porque eles acabariam por falar mais polaco do que outra coisa e não ia entender patavina. Pois então que vieram e riram muito enquanto bebiam cerveja. Entretanto, fartaram-se da falta de álcool e foram buscar... adivinhem? Vodka! Começa o terror... da cozinha só se ouviam berros e canções polacas. Tive de ir lá para comer e aquilo estava virado do avesso. Estavam todos, sem excepção, narsos. A única rapariga insistia que queria levar o tigre de peluche que cá temos em casa com ela e foi daí que lhes surgiu a ideia de cantarem "the eye of the tiger". Eles falavam polaco entre si e o Danisz traduzia-me, o que significava que estavam múltiplas conversas a acontecer ao mesmo tempo. Ainda um dos polacos, o David, que já havia engraçado comigo, resolveu perguntar-me 500x se tínhamos marketing no dia a seguir, e a que horas, e dizer que íamos ter aulas juntos. E valha-me a minha paciência! Assim que pude saí dali. Eram 11h eles saíram de casa e, aparentemente, foram para outra festa aqui no dormitório ao lado. Regresso à cozinha e está esse David a dormir no nosso sofá. Com tudo mais sossegado tento ir dormir, até porque Segunda tenho aulas cedo. Quase que resultou até eles terem voltado e feito ainda mais barulho, parecia que estavam a destruir (ainda mais) a cozinha. Eu só queria dormir e estava completamente impossível. Saio para ir à casa de banho e vejo o Olek, super bêbado, sem blusa, sem botão dos calções, enfim vocês podem imaginar o estado de degradação. Às 2h da manhã é que isto acalmou. Só voltei à cozinha no dia a seguir e mal consegui tomar o pequeno almoço. A loiça TODA suja, a bancada super porca com vinho, comida e cigarros. Mas o melhor foi um outro rapaz a dormir no sofá, tapado pelo cortinado da janela e com a boca toda suja de frango de caril. Fui para a faculdade na esperança de que quando voltasse as coisas estivessem de volta ao normal. E estavam. Mais ou menos. Recebemos um e-mail ameaçador porque o manager do hall veio cá a casa e viu-a neste lindo estado. Basicamente se voltasse a ver a casa num estado parecido teríamos de ser nós a pagar a uma empresa privada para vir fazer limpeza. A questão é que alguém arrumou a cozinha... ainda não sei bem quem, se a minha vizinha, se as pessoas que trabalham na residência. Certo é que com a limpeza foi-se também grande parte da loiça. Neste momento, temos UM garfo! Desapareceram canecas, pratos, talheres e panelas. Epá não entendo! De vez em quando reaparece uma caneca e um prato. E logo a seguir desaparece outra vez. Eu acho que há gente a levar a loiça para o quarto e a deixá-la lá, mas quer dizer, isso de justo não tem nada e em breve deixarei um bilhetinho. Isto anda uma casa de malucos... juro-vos!